Sei que o minimalismo é a palavra da vez, porém seu real significado e importância vai além do modismo atual, mas isso é assunto para outro post.
Hoje vou contar pra vocês a minha "iniciação" no Minimalismo. Tudo começou quando eu estava procurando solução para o "pequeno" espaço que tenho para guardar minhas roupas, e assistindo um vídeo aleatório na internet em que a moça fazia o vídeo respondendo há alguém que estava com o mesmo "problema" que o meu, ela respondeu mais ou menos assim :
"Não é que você esteja sem espaço, você é que tem coisas demais".
Ela complementou dizendo que para termos um guarda-roupa que comporte nossas coisas de uma maneira organizada, temos que ter coisas condizente com o espaço que temos (Sim, um tapa na minha cara), ali eu descobri algo que estava na minha cara e eu não queria enxergar.
Em meio as minha buscas para tentar organizar meu guarda-roupa encontrei ainda um outro vídeo que apresentava alguns dos ensinamentos da famosa Organizer japonesa Marie Kondo.
Até aquele momento eu ainda não tinha conhecimento dos livros dela, mas no video onde a pessoa expunha o conteúdo da autora a pessoa enfatizava a grande questão proposta para reflexão que a Marie Kondo fazia em seu livro :
"Eu preciso realmente de tudo isso que eu tenho?".
Na minha juventude não tive muitas roupas, e ainda as que tinham eu e minha irmã dividíamos,então acabei crescendo com a ideia de que ter um guarda-roupa cheio era algo muito prazeroso.
Porém as coisas pararam de ficar prazerosas quando eu não achava o que realmente eu queria usar, ou quando eu queria usar uma peça especifica e tinha que tirar muitas coisas para então pegá-la.
Outro questionamento no vídeo que me pegou de jeito, e quando eu li o livro foi o que me mudou totalmente foi:
"Eu realmente gosto de tudo o que tenho?"
Esse com certeza foi o que mexeu lá no fundo na ferida mesmo, sabe? Eu tinha muitas coisas no guarda-roupa? Sim. Gostava de tudo? NÃO 😱.
Eu aprendi depois com muita pesquisa, livros e muitos vídeos sobre estilo minimalista que não importa a quantidade das suas roupas, mas sim a qualidade das suas peças, se elas realmente tem haver com seu estilo, e se as suas peças combinam entre si.
Por exemplo, escolher uma cartela de cores para o seu guarda-roupa é uma maneira de ter um guarda-roupa "inteligente" e mais harmônico, porém vou explorar esse assunto em um post futuro.
Ao começar a me questionar sobre o meu estilo atual foi o "boom" que faltava para que eu conseguisse me livrar de uma só vez de um saco de 45 litros de roupas.
Com o passar do tempo meu estilo mudou e muito, e enquanto eu fazia a minha organização no guarda-roupa eu acabei encontrando peças de roupas que eu tinha há mais de 10 anos, que não tinha nada a ver com meu estilo atual.
Havia algumas peças que garimpei por ai só porque o preço estava ótimo e que usei 2 vezes no máximo.
Tinha uma blusa que eu havia ganhado de presente que fazia quase 1 ano que estava no meu guarda-roupas e a única vez que usei se deu em minutos, foi o tempo de chegar na porta de casa e voltar para o quarto trocar porque realmente eu não gostava dela, mas como era presente eu ainda a guardava.
Conhecer o minimalismo, conhecer o trabalho da Marie Kondo vieram em uma época propicia, pois fazia pouco tenho que eu havia participado de um workshop sobre "Consultoria de Imagem e Estilo" , depois disso comecei a prestar mais atenção nas peças que mais gostava de vestir, e nos estilos que eu mais me identificava.
Os vídeos sobre minimalismo entraram na minha vida provocando grandes mudanças, e me fazendo desentulhar várias coisas aqui da minha casa, o armário da cozinha, o "grande armário" da lavanderia que era o cantinho maior do entulho, e o mais trabalhoso e chato "as papeladas". Nós guardamos muito papel, e quando digo muito é muito mesmo . São contas que já foram pagas, carnês, manuais, cadernos usados, trabalhos,xerox...entre outras coisas da faculdade, da escola dos filhos... Eu consegui organizar depois de horas sentada no chão, porém o esforço valeu a pena, e agora cada papel que eu tenho em casa tem um propósito, e os que não tem vai direto para o lixo.
Estou longe ainda de onde almejo chegar, ainda acho que tenho muitas coisas, porém aos poucos eu vou deixando tudo do meu jeitinho. Esse meu ânimo para a arrumação inspirou todo mundo aqui em casa, e eu estou cada dia mais feliz com os resultados.




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